terça-feira, 23 de junho de 2009

Perdeu, playboy

Começo dizendo que para situações drásticas, aplicam-se medidas drásticas. A segurança no estado do Rio de Janeiro simplemeste não existe. Aqui estamos sujeitos a assaltos, arrastões, falsas blitzes, sequestros, extorsões, sequestros relâmpagos, a famosa 'saidinha de banco' e uma infinidade de outras formas encontradas pelos bandidos para levar aquilo que com muito trablalho adquirimos pagando altos impostos.
Por que digo? Ontem uma pessoa muito próxima teve seu celular arrancado da cintura por doi bandidos, um fez a abordagem, muito rápida, e o outro aguardava na moto. Este é o ponto. Não vou aqui falar sobre todas as modalidades, dizer que estou indignada, fazer protesto porque no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, isso não funciona. Brasileiro só se mobiliza quando existe uma catástrofe a fim de mostrar solidariedade. Mas também não vou entrar neste mérito.
O ponto principal é: e outros países da América Latina onde o número de assaltos realizados por caronas de moto era altíssimo uma medida foi tomada, proibiu-se a carona. Isso mesmo, o governo da Colômbia proibiu que as motos transitassem com duas pessoas (motorista e carona). O índie de assaltos caiu radicalmente. O governador do Rio no ano passado, lembro-me, cogitou de tomar a mesma medida. Foi um reboliço, todo mundo falou mal, o jornal Extra na seção de carros sempre colocava duas opiniões opostas sobre o tema e não deu em nada. Acho que está mais do que na hora de o governo fazer algua coisa e proibir pelo tempo que for necessário, ou indefinidamente a carona nas motos. Não tenho nada contra as motos, tenho amigos que as usam, mas algo precisa ser feito. Os que não usam as motos para práticas criminosas vão sofrer, mas o bem coletivo vem antes do individual, porque se a coletividade anda bem o indivíduo também. Afinal, usuários de motos que não são bandidos estão à mercê deles quando são pedestres.

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